Passeio por Miami Downtown e partida da NBA

miami downtown

Se o Calendário Maia estiver certo e o mundo acabar amanhã, certamente poderei dizer que fechei minha estadia na Terra com chave de ouro. Esse ano de 2012 foi daqueles para entrar para a história e nunca mais sair. Os amigos mais próximos e visitantes do blog sabem o quanto viajamos e como realizamos sonhos juntos. E a última trip da temporada não poderia ser mais especial: Estados Unidos, mais especificamente, Miami. Ou seja, depois de conhecer Old Trafford, estava na hora da American Airlines Arena.

Chegamos e já fomos para a rua, sem descansar muito!

A Aline já contou todo o clima pré-viagem, a tensão para pegar o visto e a nossa expectativa no último post. Neste aqui, eu vou falar um pouquinho da nossa chegada à cidade, o procedimento no aeroporto e o primeiro dia de passeios da nossa semaninha na Flórida. E fica uma dica logo de início: se você pensa em passar por Miami só para fazer compras, como parte de outra viagem (para Orlando, por exemplo), tente esticar sua estadia na capital do sol nos Estados Unidos. Você não vai se arrepender!

Afinal, como diz Will Smith, Miami é “the city where the heat is on”, onde é possível passar “all night on the beach till the break of dawn”. É muito mais do que shoppings e outlets (apesar de isso, de fato, ser um grande atrativo) e vamos mostrar isso para vocês nos próximos posts. Ah, e se você não dirige e já ouviu a frase “impossível viajar para Miami sem alugar carro” e isso te desanimou, esqueça. É possível, sim, e somos uma grande prova disso.

Aeroporto e Imigração de Miami

Pegamos o vôo direto da TAM no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro por volta das 22h e chegamos à Miami após mais ou menos oito horas no céu – 4h30 no horário de lá. O avião é bem confortável, apesar de um pouco velho, e o serviço de bordo é justo, com janta e café da manhã. O aeroporto de Miami, por sua vez, é bem bonito, os funcionários usam roupas assinadas por Romero Britto (de quem sou fã) e todo mundo fala espanhol.

Passaporte pronto para o embarque 🙂

No avião, são dados dois formulários: um para cada pessoa e um para a sua família. Como (ainda) não somos casados, eu e Aline tivemos que preencher os dois. Ao desembarcar, basta ir com eles nas mãos, junto do passaporte, na direção dos guichês onde o seu documento vai ser carimbado (ou não), permitindo sua entrada nos Estados Unidos. Vou confessar que estava bem tenso para essa parte, mas, assim como no visto, foi super tranquilo.

O policial que nos atendeu foi bem tranquilo, perguntou apenas se trabalhávamos e quanto tempo iríamos ficar em Miami. Depois disso, tiramos as fotos, colocamos as impressões digitais e passaporte carimbado! A Aline já estava toda feliz, mas eu tinha avisado: calma, ainda não acabou. De fato, não tinha acabado. Depois de pegarmos as malas, fomos andando e percebemos que no fim do terminal havia ainda dois outros guichês. O amigo aqui, claro, foi escolhido para ter a bagagem revistada – enquanto a Aline foi liberada para me esperar lá fora.

Mais uma vez, tensão. Passei meia-hora na salinha de revista das malas com um oficial em treinamento. Já imaginaram, né? Ele perguntou tudo o que era possível, inclusive o motivo de eu falar tão bem inglês e tirou cada cueca da minha mala. Mas tudo na maior simpatia e educação. No fim das contas, como não tinha nada a temer, fiquei calmo, tudo deu certo e fui encontrar a Aline – que já tava chorando com medo de eu ser deportado hahaha.
Check-in, (pouco) descanso e Big Bus Tours
Com essa brincadeira toda no aeroporto, entre desembarque, malas e imigração, acabamos chegando ao hotel pouco depois das 6h (de Miami). Ficamos no Courtyard Mariott, da SE 2nd Street – que é excelente, por sinal. Funcionários atenciosos, opções de piscina e academia, localização privilegiada no centro de Miami e etc. Enfim, fomos muito bem atendidos e encaminhados para o quarto, apesar de o check-in ser apenas às 14h – o hotel não estava muito cheio e é bem grande, então liberaram para gente mais cedo. Desfizemos as malas, ligamos para as famílias, tomamos um banho e descansamos mais ou menos uma horinha e pouca antes de já irmos para a rua.

Nosso hotel, Bayfront Park e eu em cima do ônibus

Tomamos um café da manhã bem americano no hotel (ovos, bacon e batata) e seguimos caminhando para o Bayside, pela Biscayne Boulevard. A caminhada não dá nem dez minutos e é bem tranquila, especialmente se você for apreciando a vista da Biscayne Bay pelo Bayfront Park.
Chegamos ao ponto de início do Big Bus Tours, que é um ônibus vermelho de dois andares de uma empresa bem famosa que atua em diversos locais do mundo. Compramos o ticket de 48 horas, que custou US$ 40 por pessoa e nos dava direito a passear por Miami Downtown e Miami Beach de forma ilimitada nos veículos da companhia. Se você está sem carro, vale muito.
Subimos no primeiro ônibus do City Loop, que é o roteiro pela parte que não tem praia, às 9 horas. O circuito inteiro, sem descer do ônibus, dura pouco mais de uma hora e meia, e uma boa opção para quem tem mais tempo ou não pesquisou muito sobre os pontos turísticos é faze-lo e depois ir descendo no que achar mais legal. São, ao todo, sete paradas: Vizcaya e Science Museum, Coconut Grove, Biltimore Hotel, Venetian Pool, Coral Gables, Versailles Restaurant e Little Havana. Pulamos a primeira, já que não somos muito de museu, e fomos para Coconut Grove.

CocoWalk e sua espetacular Cheesecake Factory

A região é bem legal e conta com o famoso shopping CocoWalk, que não tem muitas grandes lojas, mas é bem bonitinho e conta com a excelente Cheesecake Factory. É claro que paramos por lá e comemos guloseimas do local. A conta não dá mais de US$ 20 e os cheesecakes te deixam bem satisfeito, acredite. Depois, só passamos pelo BIltimore Hotel, que é um prédio bem bonito, e pela Venetian Pool, que é uma piscina inspirada em Veneza – mas que infelizmente estava fechada para manutenção. Como já estávamos de barriga cheia, também não descemos em Coral Gables, porém recomendo para quem visitar.

Biltimore Hotel, Venetian Pool e Miracle Mile

No caminho para chegar até lá, já é possível perceber que se trata de um local elitizado. Muito arborizado, casas lindas e com a enorme Miracle Mile, uma rua com muitos restaurantes e lojas e que tem esse nome porque dizem que seria um milagre (miracle) se uma mulher andasse a rua toda sem gastar um centavo – ps. ufa, ainda bem que não descemos. Bem diferente de Little Havana, onde tivemos que descer. Como diz o nome, é uma pequena capital de Cuba em Miami, com fábricas de charutos e café, muitas músicas latinas e velhinhos jogando dominó em uma pracinha bem famosa na Calle Ocho.

Little Havana é diferente de tudo em Miami

Sonho realizado: Let’s go Heat!
Depois de fazer esse tour, voltamos para o hotel para descansar mais um pouquinho. Afinal, o ápice do dia ainda estava por vir: meu primeiro jogo do Miami Heat na quadra da espetacular American Airlines Arena. Sou fã do time desde 2005, apaixonado pelo LeBron James e sonhava com esse momento faz tempo. E a realização foi melhor do que o sonho. Que lugar, que clima, que show! Já quero voltar nos playoffs da NBA!

AAA: que sonho!

Compramos os ingressos assim que fechamos as passagens e fomos ver Hawks @ Heat, às 19h30. Chegamos lá duas horas antes, fomos na bilheteria pegar os entradas e nos surpreendemos porque o ginásio só abriria uma hora antes da partida. Mas nem importou. Ficamos do lado de fora, tiramos milhões de fotos, já fiz algumas compras no quiosque oficial do time que fica na parte externa e o tempo passou bem rápido.
Entramos e fomos recebidos por uma moça super animada na revista, que dava as boas-vindas e falava um “Let’s go Heat” muito engraçado depois de passar o detector de metal. Logo na entrada principal da AAA, uma loja enorme com um monte de produtos do Heat. Fiz outras comprinhas mais, apesar de ter sido menos do que eu gostaria e poderia, e me encaminhei para o meu assento. No caminho, escadas rolantes, diversas opções para comer, mais lojas… Uma aula de como tratar o torcedor!

Eu vi Wade e LeBron ao vivo!

Compramos duas pizzas do Papa John’s (excelentes) e um refrigerante refil que vem um copo que trouxe de souvenir, sentamos e aproveitamos o show de BronBron e seus amigos, que não me decepcionaram e ganharam de maneira até relativamente tranquila. O sonho estava realizado, o primeiro dia em Miami estava acabando, mas tudo estava só começando e tinha muito mais coisa boa por vir! Mas aí já é papo pra outro post…
Até a próxima!
Veja no Facebook da Aline mais fotos 😉
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Sobre O Tour Nosso de Cada Dia (214 artigos)
Como bons jornalistas, gostamos de escrever. Aqui, vamos fazer uma espécie de bastidores das nossas viagens, expectativas, ansiedades, preparativos e muito mais. Esperamos dividir com você um pouquinho da nossa paixão (literalmente) por viagens.

4 comentários em Passeio por Miami Downtown e partida da NBA

  1. cecilia pinheiro // 20/11/2013 às 0:33 // Responder

    estou adorando o blog de voces!!! queria tirar uma duvida sobre o big bus tour: aonde apanha o onibus? em alguma dessas paradas? (Vizcaya e Science Museum, Coconut Grove, Biltimore Hotel, Venetian Pool, Coral Gables, Versailles Restaurant e Little Havana)? existem vários tipos de passeios, passando por diferentes pontos, ou são todos os mesmos?

    ah, uma dúvida: pretendo alugar carro por lá, vc sabe me dizer como é estacionamento por la? é permitido estacionar nas principais ruas, como a collins? tem muitos estacionamentos privados? vc sabe os preços?

    obrigada!!!!!!

    • Olá, Cecília! O ônibus para sempre nos mesmos pontos. Se você estiver em downtown pegue ele perto do bayside. Se tiver em Miami Beach, veja no site deles um dos pontos. Você pode descer e subir em qualquer parada. Para estacionar, tem vários lugares sim. São pagos com cartão de crédito. A Collins atualmente ta com obra, mas tem a ruas próximas. Espero ter ajudado.

  2. Olá,

    excelente o blog de vocês. Claramente vocês dedicam tempo e carinho nos relatos. Vou p/ Miami daqui uns meses e gostaria de saber porque vocês decidiram não alugar um carro?

    Abraços,

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  1. Roteiro de Miami: o que fazer em três, cinco ou sete dias | O tour nosso de cada dia

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