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Fernando de Noronha: Trilha curta do Atalaia e a experiência de nadar com tubarões

Como a viagem para Fernando de Noronha era um sonho da Aline, não quis nem me meter nos posts – minha “editora chefe”, amigos, é bem exigente. Mas ela pediu que eu fizesse um sobre a Trilha do Atalaia e suas piscinas naturais, nosso quarto dia na ilha. Eu acho que essa foi uma das atrações das que mais gostei na viagem. Simples e rápido, porém divertido e impressionante – além também dos valores, que são bem mais baixos do que o de costume em Noronha.

Início da trilha é bastante tranquilo
Início da trilha é bastante tranquilo

O passeio pode ser feito de duas formas: curta, com duração de mais ou menos meia hora o percurso da trilha e meia hora na piscina natural na Praia do Atalaia, ou então longa, que chega a durar uma manhã inteira, porém faz mais paradas. Optamos pela curta, pois, como provavelmente vocês já sabem, tenho medo de lagartos, sapos e coisas do tipo. Além disso, tinha chovido na noite anterior e, certamente, haveria bastante lama na trilha. A diferença de preço é de R$ 25: R$ 50 para a curta e R$ 75 para a longa.

Caminhada demora um pouco, mas não tem dificuldades
Caminhada demora um pouco, mas não tem dificuldades
Esta é a piscina natural do Atalaia
Esta é a piscina natural do Atalaia

A entrada do Parque do Atalaia é pertinho, na Vila do Trinta. O carro da Atalaia, agência com a qual fechamos o passeio, nos buscou pouco antes das 8h, para chegarmos lá às 8h e pegarmos o horário para entrar na trilha 8h30. Lá, há um limite de 100 pessoas e todas as entradas são sujeitas também à trilha. Não é necessário ter um guia, mas os caras fazem um trabalho bem legal, ajudam quem pode ter dificuldades na trilha e contam um pouco mais da ilha e daquele local. Na entrada, alugue snorkel e colete. É fundamental.

Tubarões, polvos e muitos, muitos peixes!

Quando o pessoal do ICMBio (órgão de preservação ambiental que faz um trabalho bem legal em Noronha) libera a entrada, descemos os 1,6 km de trilha. O caminho tinha bastante lama, mas é bem aperto, não há descidas difíceis e nem bichos no caminho. Dá para tirar uma foto ou outra, beber uma água (também é importante levar) e se preparar para vivenciar uma experiência inesquecível. Ah, uma coisa importante: não passem protetor solar e repelente,  pois é proibida a entrada nas piscinas naturais com produtos deste tipo.

Esta é a famosa praia do Atalaia
Esta é a famosa praia do Atalaia
Visual da praia com morro no fundo é bem bonito
Visual da praia com morro no fundo é bem bonito
Filhote de tubarão - Atalaia - Fernando de Noronha
Filhote de tubarão – Atalaia – Fernando de Noronha

A chegada às piscinas naturais já impressiona. O cenário é muito bonito. Mas o grande atrativo mesmo está dentro d’água, que mesmo com tempo fechado, é super clara e tem uma visibilidade excelente. Ao chegarmos, há um rapaz do ICMBio fiscalizando e pedindo um pouco de atenção a regras como não pisar nem segurar nos corais, por exemplo. Logo depois, o grupo anterior sai da piscina e você é convidado a entrar. Se der sorte, ele pode indicar onde tem uns “bichinhos diferentes”.

No nosso caso, eram tubarões (vejam o vídeo acima, vale muito). Filhotes, ainda. Três. Nadando tranquilamente. Do nosso lado. A uma profundidade de apenas 70 cm – daí a importância do colete, pois, sem ele, é insustentável nadar no raso assim sem cair na tentação de sentar, o que é proibido, para preservar os corais. Além deles, vimos ainda lagostas, polvos e muitos, muitos peixes. O espaço para o mergulho é ótimo e a dica é: os animais “fogem” das pessoas, então, não mergulhe onde está todo mundo.

Depois do mergulho, hora de voltar na trilha
Depois do mergulho, hora de voltar na trilha

Projeto Tamar e a captura de tartarugas no Sueste

Após o mergulho, é só fazer a trilha de volta. Como ainda tínhamos bastante tempo livre no resto do dia, voltamos à pousada, fomos almoçar no São Miguel e então pegamos um táxi para o Sueste, onde às 14 horas haveria a captura de tartarugas feita pelo Tamar – um projeto de preservação das tartarugas marinhas que faz este trabalho há 30 anos e está presente em diversos locais. Em Noronha, sua base é bem legal e esta captura é feita no meio da praia para todo mundo e ver e se conscientizar.

Projeto TAMAR faz trabalho de conscientização em Noronha
Projeto TAMAR faz trabalho de conscientização em Noronha
Tá pesado aí, amigo?
Tá pesado aí, amigo?

Os pesquisadores vão ao mar, capturam as tartarugas para a praia, onde coletam suas informações baseando-se em plaquinhas que elas já têm de outros pontos de pesquisa ou então colocam uma placa nova para que ela seja identificada na próxima vez em que for pega por algum pesquisador. Durante um processo, um círculo enorme se forma na areia e os especialistas dão uma pequena palestra, explicando coisas interessantes, sobre o fato de ela precisar levar 30 anos para virar adulta (vídeo rápido aí abaixo).

Pesquisadores do Projeto TAMAR - Fernando de Noronha
Pesquisadores do Projeto TAMAR – Fernando de Noronha
Praia do Sueste após a captura das tartaguras pelo Projeto TAMAR
Praia do Sueste após a captura das tartaguras pelo Projeto TAMAR

A experiência é muito legal, passa rapidinho e vale passar a mensagem adiante. No fim da tarde, passamos no centrinho da Vila dos Remédios, compramos algumas coisas na lojinha do São Miguel e esperamos uma forte chuva passar para voltarmos à pousada. De noite, fomos ao Ginga, restaurante legal para petiscar. Comemos bolinha de queijo e de bacalhau, além de uma deliciosa costela de porco. Final maneiro para um ótimo dia em Noronha.

4 comentários em “Fernando de Noronha: Trilha curta do Atalaia e a experiência de nadar com tubarões Deixe um comentário

  1. A vida marinha é espetacular, uma variedade impressionante. Fernando de Noronha realmente é tudo aquilo que imaginei e vejo em fotos, uma viagem perfeita. Que paraíso! Agora, tem que ter coragem, rsrs, mesmo sendo filhotes o instinto do tubarão é fatal, hahahahaha
    Abraços!

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