Tour pelos estádios do River e Boca: os gigantes argentinos

Vista do Monumental no Camarote da Presidência

Buenos dias, chicos!

Aqui é o Thiago e hoje vamos começar nossa série de posts sobre uma viagem que fizemos em 2010, mas que ainda está fresquinha na memória e que cada vez mais brasileiros estão fazendo: Buenos Aires. Daqui a alguns dias, vou publicar um roteiro completo de todos os nossos passeios, onde ficamos e etc. Mas vai ser um post bem resumido, então achei melhor detalhar em posts separados algumas, das muitas, coisas legais que temos para fazer na capital argentina. Primeiro, é claro, o futebol.

Nós no belo Monumental, estádio do River Plate, em Buenos AIres

Nós no belo Monumental, estádio do River Plate, em Buenos AIres

Buenos Aires é uma cidade que respira futebol tanto quanto qualquer lugar no Brasil. Há vários clubes nas redondezas, mas é óbvio que são dois os mais populares: River Plate e Boca Juniors. Era nossa primeira viagem internacional e eu tinha que conhecer os estádios dos dois, os famosíssimos Monumental de Núñez e La Bombonera. O segundo é até ponto turístico e mesmo quem não curte tanto o futebol, muitas vezes, acaba ainda. Mas para os apaixonados, vale muito visitar também o primeiro.

Monumental: o nome fala por si

Não é por acaso que o nome da casa do River Plate é Monumental. Palco de grandes glórias para os millonários, este é um estádio de futebol com cara de estádio de futebol. Grande, antigo, com espaço para quase 70 mil pessoas e que fica abarrotado em dia de jogo. Infelizmente, não assistimos a uma partida, pois o River jogava fora (e até vimos alguns “hinchas” da Borrachos del Tablón, a grande organizada deles, indo para o jogo em umas vans, com máscaras, pedaços de pau e coisas do tipo), mas só de visitar o museu e estar ali no estádio, já valeu demais.

Panorâmica do Monumental

Panorâmica do Monumental

Onde fica: Para chegar, não é muito simples. De táxi, do centro, fica bem caro. Então, nós pegamos um metrô até Belgrano, que é um bairro bem legal, residencial e chique, e que é onde está localizado o estádio. Descemos da estação e, então, pegamos um táxi. A corrida não deu nem dez minutos, pagamos barato e chegamos bem tranquilos ao Monumental. Fomos quando estávamos voltando o passeio no Rio Tigre, que também é bem famoso e vocês vão ver em outro post. Ao chegar, você deve entrar pelo bonito Museo River e dirigir-se a um guichê onde pode comprar os ingressos para o tour.

River Plate, River Plate! River Plate, River Plate!

River Plate, River Plate! River Plate, River Plate!

Entrada do museu é muito bonita

Entrada do museu é muito bonita

Quanto custa: Há duas opções de visita e a mais barata é um tour “express”, sem guia, onde você entra só no museu. A outra, que fizemos, é completa, com guia, ida ao camarote presidencial, vestiário e, claro, ao campo. Há horários certos de partida, então é bom marcar para uma hora, uma hora e meia depois da sua chegada. Neste intervalo de tempo, você passeia pelo museu, pela enorme loja da Adidas e faz uma comprinha ou outra na loja oficial do River – eu, por exemplo, trouxe uma miniatura do Monumental e um cachecol para a coleção. Atualmente, pelo que li, a entrada custa de 35 a 45 pesos – uma pechincha!

Compras na Loja Oficial

Compras na Loja Oficial

La Máquina

La Máquina

O tour: O museu é incrível. Há uma enorme sala com filmes passando, uma locomotiva representando um grande time do River chamado de La Máquina e um “túnel do tempo” onde o visitante passeia pela história do clube década a década. No fim, histórias de jogadores que marcaram época no clube, com suas chuteiras, fotos e resumo da carreira e uma grande maquete do estádio. Depois desse passeio, a hora mais esperada: adentrar o Monumental. A visita começa no camarote da presidência e a visão já é impressionante. É como se fosse o “Maracanã argentino”.

Direto do túnel do tempo...

Direto do túnel do tempo…

Moldes das chuteiras de Aimar e Ortega

Moldes das chuteiras de Aimar e Ortega

O estádio é grande, parece ter alguns probleminhas de estrutura nas arquibancadas, pois está ali desde 1938, mas tem um charme e uma imponência incrível. Depois, andamos para as cadeiras cativas, fomos à arquibancada e descemos ao campo. Tudo com a guia contando história e até ensinando musiquinhas da torcida. A história do Monumental, que já recebeu Copa do Mundo e tudo, é um capítulo à parte, e para qualquer apaixonado por futebol, vale demais estar ali. Por isso, não deixe de visitá-lo! Ainda mais para ter uma noção de como os clubes brasileiros são atrasados neste sentido.

O confortável banco de reservas

O confortável banco de reservas

La Bombonera: um estádio que é ponto turístico

Totalmente diferente do Monumental, do outro lado da cidade está La Bombonera, a Caixa de Bombons, o famoso estádio azul e amarelo do Boca Juniors, que se autoproclama “Rei Mundial de Clubes”. Mas ela é muito mais do que um estádio, é um ponto de encontro dos turistas que vão a Buenos Aires.

Panorâmica da Bombonera

Panorâmica da Bombonera

Onde fica: o estádio é próximo do centro, no bairro La Boca, que é uma espécie de periferia de Buenos Aires. Há ônibus, táxi é barato, especialmente para quem sai do Caminito, como nós fizemos, e até mesmo os ônibus de turismo, aqueles de dois andares, passam na porta para deixarem e buscarem os visitantes.

O simples vermelho e branco do River é trocado pelos chamativos azul e amarelo do Boca. Já nos arredores, há bares, lojas e um monte de pinturas dos xeneizes nas paredes. Do lado de fora do estádio, na entrada do museu, uma calçada da fama com estrelas relembrando nomes históricos do clube, como Maradona, Schelotto, Riquelme e o técnico Bianchi. Estamos em um dos estádios temidos por qualquer time. A atmosfera é diferente. O caldeirão é incrível. Vazio já assusta. Imagina lotado em um grande jogo. Antes disso, porém, há o Museo de La Pasión Boquense.

Chegada ao estádio. De fora, já impressiona

Chegada ao estádio. De fora, já impressiona

Entrada do museu, com estátua de D10S

Entrada do museu, com estátua de D10S

Quanto custa: A entrada custa 60 pesos com visita ao estádio e 45 só o museu. Logo na entrada, uma enorme estátua do Maradona, o D10s não somente do Boca como de toda a Argentina. Passeando, há o setor La Camiseta, com todos os uniformes do Boca, uma espécie de linha do tempo, com vídeos e informações do Boca década a década, uma área com o time atual, e dois cineminhas interessantes, sendo um para lembrar um time que fez história no início dos anos 2000 e outro somente com lances do Maradona. Depois disso, hora de começar o tour, que é muito mais cheio que o do River e, normalmente, tem muitos brasileiros.

Museu tem uma linha do tempo do Boca

Museu tem uma linha do tempo do Boca

Camisas do Boca: tradição pura

Camisas do Boca: tradição pura

O Tour: Nosso guia foi muito legal, conhecia os times do Brasil e ficava zoando todo mundo de Richarlyson. O passeio pelo estádio é muito legal. Conhecemos o vestiário, passamos pelo caminho que leva à entrada no gramado e vamos para atrás do gol, na arquibancada, onde eles fazem a avalanche, correndo para baixo na hora do gol e subindo no alambrado. O guia canta as músicas do Boca e do nada sai correndo e faz isso, pedindo para fazermos a mesma coisa. É bem divertido. Paramos em alguns pontos do estádio para foto e há até troféus de Libertadores e do Mundial pra tirar foto no gramado, mas é um serviço pago à parte.

Olha ela...

Olha ela…

Olha ele...

Olha ele…

O fim da visita é no segundo andar do museu, onde tem a pedra fundamental da Bombonera, uma exibição com os principais troféus já conquistados pelo clube e uma área multimídia com computadores para o visitante navegar na história do Boca. Antes da saída, a tradicional lojinha, e pronto! Fim do tour! Vale muito a visita, tanto no Boca como no River, para entender a rivalidade (propaganda da Coca-Cola no Boca é azul, por exemplo), a paixão argentina pelo futebol e, principalmente, a dedicação em fazer do clube grande, reviver sua história, uma lição que fica para os times do Brasil.

Avalanche e vestiário

Avalanche e vestiário

Mundiais, Libertadores e Argentinos: quanta taça!

Mundiais, Libertadores e Argentinos: quanta taça!

DICA: Se quiser assistir a jogos do Boca ou do River na Argentina, você pode procurar pacotes de agências. Do River, é até mais fácil comprar ingresso direto na bilheteria. Do Boca, é complicado, porque tem carnê anual para os torcedores e a maioria já compra para todos os jogos. Tem muito cambista, mas tome cuidado. A melhor opção é agência turística – alguns hotéis oferecem-, pois apesar delas cobrarem caro, levam e buscam do estádio e os ingressos não são no meio das barra bravas. O campeonato da Argentina é dividido em Apertura e Clausura. Há jogos de agosto a dezembro e fevereiro a junho. Os preços costumam variar entre 200 e 300 pesos por pessoa nesses pacotes.

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Sobre O Tour Nosso de Cada Dia (215 artigos)
Como bons jornalistas, gostamos de escrever. Aqui, vamos fazer uma espécie de bastidores das nossas viagens, expectativas, ansiedades, preparativos, dicas, roteiros e muito mais. Esperamos dividir com você um pouquinho da nossa paixão (literalmente) por viagens.

8 comentários em Tour pelos estádios do River e Boca: os gigantes argentinos

  1. Tenho vontade de ir a Buenos Aires. Assim que pude, irei. E óbvio, passarei pelos estádios!

  2. Que Post bacana!!! Bem detalhado, com várias dicas e imagens legais…Gostei da camisa do #Mengão viu Aline..eheheh..abçs.. =:)

  3. Célia Amaral // 12/07/2013 às 14:32 // Responder

    É isso aí Aline, tem que colocar o Tiago para relatar um pouco das suas viagens rrsrs Adorei o post e as fotos também! Estás bem assessorado hei Tiago hehhe ALine, nunca faço comentários, mas estou sempre aqui de olho nas suas viagens e claro, pegando e usando as dicas. Sucesso ao casal!

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