Orlando tem os parques, Washington é a casa do presidente, Las Vegas é conhecida pelos cassinos… Mas nenhuma cidade nos Estados Unidos é tão famosa quanto ela. NY (Nova York, ou New York, ou Nova Iorque, sei lá). A Estátua da Liberdade, a Times Square, a Broadway, a Wall Street, o Central Park, o Madison Square Garden e até os metrôs e táxis de NY são marcas inconfundíveis da cidade que não dorme. E, para conhecer tudo isso bem, recomendamos fazer como nós fizemos: pelo menos uma semana.
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Nesse post, resumimos nosso roteiro por lá. Ficamos do dia 19 ao dia 26 de novembro de 2013. Para saber mais sobre cada dia, basta clicar nos links abaixo.
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Dia 1 – 5th Avenue, Top of the Rock e Times Square: Chegamos a NY na parte da tarde e, por isso, nosso roteiro foi reduzido. Fomos para a 5th Avenue, na altura da loja da Apple. Ao lado dela, tem a ótima – e muito bonita – loja de brinquedos FAO. Dali, fomos andando na direção do Rockfeller Center, e paramos na Catedral de St. Patrick que fica em frente à entrada do Rockfeller, na 5th Avenue com a 50th Street. Pela quinta avenida, passamos por várias lojas, como a gigante NikeTown, Bloomingdale’s, a NBA Store, Sacks 5th Avenue e etc. De lá, seguimos para a Times Square, que fica entre as ruas 42 e 50, mais ou menos, na altura da 7th Avenue. Lá também tem várias lojas, os grandes telões iluminados, restaurantes… É uma festa! Tiramos muitas fotos e voltamos para o Rockfeller, por volta de 16h30, hora que começa a escurecer. A ideia era ver a cidade iluminada do mirante do Top of the Rock. Foi ótimo. O visual é muito legal – e dá para ver o Empire State, que, claro, não tem como você ver quando sobe nele. Aproveite e coma um cupcake na Magnólia Bakery, que fica pertinho dali. Ali tem ainda o Radio City, os estúdios da NBC, a pista de patinação do Rockfeller… Dá para curtir bastante!
Dia 2 – Grand Central, Empire State, Chinatown, Little Italy e NBA: No nosso primeiro dia cheio em Nova Iorque, andamos bastante. Primeiro, Grand Central, na 42nd Street. É a Central do Brasil de Nova Iorque. Bem legal, mas uma visita rápida. Tiramos umas fotos e saímos andando para o Empire State, na 34th. No caminho, entramos na Biblioteca Pública de Nova Iorque, na 41st. Novamente, rápido. Subimos alguns andares, tiramos umas fotos e fomos de volta para nosso caminho para o Empire State. Já tínhamos ingressos, pois compramos o NY City Pass. A subida é bem legal e o visual também. Tem um audioguide que explica direitinho a história dos pontos. É muito interessante o observatório. Dá para ver até, bem de longe, a Estátua da Liberdade. De lá, pegamos o metrô para Chinatown/Little Italy, que na verdade, são juntos. Descemos logo na Canal Street, que é uma rua com várias lojinhas de coisas chinesas. De lá, fomos passeando pelas ruas e andamos até a Mulberry. Lá ficam os restaurantes italianos. É uma misturada danada, mas vale a visita. Mas fique atento. Tem muita gente oferecendo produtos falsificados e um povo meio estranho. Pegamos o metrô de volta, paramos no hotel e fomos depois para o Madison Square Garden, na estação Penn Station do metrô. Saímos em frente ao ginásio e vimos um ótimo jogo, com prorrogação, entre Knicks x Pacers.
Dia 3 – Estátua da Liberdade, Wall Street, Memorial 11/9 e Fantasma da Ópera: Pegamos o metrô para Bowling Green e já descemos pertinho do pier de onde sai o barco da State Cruises para a Liberty Island, onde fica a Estátua da Liberdade. Chegamos às 9h30, pegamos o barco das 10h e o passeio foi ótimo. A estátua é bem bonita, as fotografias ficam ótimas e só não recomendamos muito subir no pedestal dela. A vista não é nada demais e nem dá para vê-la de cima, como é no Cristo Redentor, por exemplo. Tire as fotos de lá debaixo e vá para a Ellis Island, outra parada do barco, que é aquela ilha que aparece no filme Hitch, onde é contada a história dos antigos imigrantes que foram para os EUA. O passeio dura, mais ou menos, umas duas horas, contando tudo isso. De lá, fomos tirar fotos com o Charging Bull, o famoso Touro que fica lá na Bowling Green também. Partimos, a pé, para Wall Street, que é bem perto. Vimos a New York Stock Exchange (NISE), o Federal Hall e aí paramos para comer. Tínhamos ingresso para o Memorial 11/9 às 15h, então seguimos para lá, também à pé, porque é bem perto. Lá, a homenagem é muito bonita, mas o sentimento é de tristeza e surpresa de como alguém foi capaz de causar tamanho desastre. Seguimos para Times Square, agora de metrô, e fomos na TKTS comprar ingressos para O Fantasma da Ópera. Valeu bastante. Deu US$ 150 pros dois, num local ótimo, na orquestra. Tiramos mais fotos na Times Square, porque a Aline se apaixonou por aquilo lá, voltamos para o hotel e fomos para o musical, que é perfeito. Para quem conhece a história e o filme, é muito bom. Mas tenha na sua cabeça o seguinte: demora. São 2h30 de espetáculo.
Dia 4 – Visita ao MoMA e MET: Aproveitando que estava chovendo, decidimos fazer dois museus no mesmo dia: o MoMa, museu de arte moderna, e o MET, Metropolitan Museum. Em ambos, há obras de artistas famosos, como Monet, Picasso, Van Gogh, Dali e etc. Para quem gosta, um passeio ótimo. Nós achamos legal, mas não somos daqueles de ficar horas “apreciando” um quadro, então deu tranquilo para realizar ambos no mesmo dia. Entre eles, comemos no Burger Joint, um lugar bem diferente e escondido dentro do Hotel Le Parker Meridien. À noite, fomos ao Papaya Dog e ao Little Pizza, bem em frente ao Empire State. O popular bom, bonito e barato. Depois, metrô para Times Square, visitar lojas como H&M, Toys R Us, Footlocker, Champs… A relação custo-benefício não é das melhores para compra, não, mas vale conhecer e comprar algo que seja bem atrativo.
Dia 5 – Central Park, Carmine’s e Barco à Noite: O quinto dia em NY foi de passeio no Central Park. Eu fico zoando a Aline que é uma Quinta da Boa Vista com grife, mas é bastante legal. Alugamos bicicletas e demos a volta no parque todo. Duas horas de pedalada. Tem uns pontos bem legais para tirar foto, mas cansa. Nem andamos por lá depois. Só andamos de bike mesmo. Tem uma subidas bem tensas. Mas vale. Alugamos num estande da Bike and Roll, apesar dos vendedores chatos perto do parque ficarem insistindo para alugarmos com eles. Depois disso, fomos no shopping que tem bem em frente, no Columbus Circle, o Time Warner. Rodamos um pouco e pegamos o metrô para onde? Times Square. Estávamos com muita fome e fomos ao Carmine’s, restaurante italiano na 44th Street. Amigos, se forem lá, vão morrendo de fome. Os pratos são enormes. Pedimos espaguete com frango à parmeggiana. Comemos só metade. Se quiserem, peçam para levar, costume dos americanos que não é visto como falta de educação. A garçonete já pergunta logo se quer uma caixa. Voltamos para o hotel, tomamos um banho e fomos fazer um passeio de barco à noite, que a gente ganhou por ter comprado o NY City Pass. Foi bem legal. Você vê a cidade toda iluminada. Mas estava um frio absurdo, congelante mesmo. Para tirar fotos foi tenso. Mas no fim a “recompensa”: quando chegamos de volta ao pier, pegamos nossa primeira neve. A sensação é legal, mas o frio é sinistro.
Dia 6 – Madame Tussauds e Barclays Center Nem íamos, mas resolvemos comprar ingressos para o Madame Tussauds, museu com estátuas de cera de diversas celebridades do mundo, que tem em Nova Iorque. Já havíamos ido ao de Londres e confesso que o de NY nem impressionou tanto assim perto de de lá, que é o original. Apesar disso, tem algumas novidades legais, como Spice Girls, Tupac, Notorious BIG, Bill e Hilary Clinton, Lady Gaga, Alicia Keys… Tiramos muitas fotos e, de lá, seguimos para o Barclays Center, ginásio do Brooklyn Nets. Nesse dia, queríamos ir caminhar pelo Brooklyn, mas estava -5 graus, com sensação de -10, e saímos do ginásio anoitecendo, então desistimos. O ginásio é muito bonito, tem um metrô na porta e o jogo foi ótimo, apesar do Nets ter perdido para o Pistons. Na volta, descemos na Times Square (para variar), e aí fomos jantar no Virgil’s BBQ. Ótima escolha. Barata e bem gostosa, com a combinação de carne, porco e frango. Vale conferir. Para sobremesa, a Aline foi no Cake Boss, uma loja de bolos do seriado do TLC.
Dia 7 – Chelsea, Greenwich Village, Brooklyn, Papaya King e Museu de História Natural:De manhã, fizemos o que não conseguimos no dia anterior: ir ao Brooklyn e tirar fotos com a Brooklyn Bridge. Descemos na estação Brooklyn Heights e passeamos um pouco pelo local. As casinhas são muito maneiras. Descemos para o Brooklyn Bridge Park para a vista da ponte, de Manhattan e da Estátua da Liberdade. É bem bonito. De lá, pegamos o metrô e fomos para o Chelsea, que fica bem colado com o Greenwich Village. Lá, tem uma galeria cheia de restaurantes e lojas, o Chelsea Market, e começa o Highline Park, um parque elevado no meio da cidade, que fica das ruas 15 a 30, mais ou menos. Depois, fomos “almoçar” no Papaya King, o famoso cachorro-quente que está desde 1932 na 86th Street. É excelente! Vale demais a visita. De lá, ônibus para a Museum Mile, rua dos museus, onde, na altura da 81st Street, está o Museu de História Natural. Entramos às 16h45 que era grátis e passeamos rapidamente. O museu é ótimo e, infelizmente, não deu tempo para aproveitar tudo. Mas tem a história da Terra, do ser humano, dos animais… É bem bacana. Um pouco antes, no meio das baldeações de metrô, paramos na Penn Station e aproveitamos para visitar a maior Macy’s do mundo, perto do Empire State.
Resumo – Bom, pessoal, nossa maior dica é a seguinte: andem e explorem NYC a pé e de metrô. Nós usamos o Google Maps pelo celular e ele é excelente. Nem precisamos utilizar mapa em papel. Táxi é bem barato, mas também bem difícil de pegar porque eles passam frequentemente cheios. Não se esqueçam da gorjeta, que varia de 15 a 20% para restaurantes e táxis. Façam a Times Square, Broadway e Rockfeller no mesmo dia. É tudo bem perto. Dá até para colocar o Empire State, que fica a umas 10 quadras, caso tenha pouco tempo. Para conhecer as famosas lojas, a maioria está no meio do caminho de várias atrações. A Blomingdale’s e a Sacks são perto do Rockfeller. A Macy’s, que é a maior do mundo, é próxima ao Empire State. A Apple Store e F.A.O ficam na quinta avenida e bem perto uma da outra, além das lojas de grifes que ficam próximas.
No dia da visita da Estátua da Liberdade explore os arredores de Wall Street, onde há o memorial 11/9, o famoso touro, a NISE etc. Se der tempo e você não for ficar horas em museu, vale inserir um no roteiro. Talvez o MoMa, que é mais rápido. Para o Natural History e o MET, é preciso um pouco mais de dedicação. Mas dá para fazer um de manhã e o outro de tarde, intercalando com um almoço reforçado. O Central Park precisa de, no mínimo, uma manhã. Achamos mais interessante andar todo ele de bike, pois para andar em certos pontos indicados, haja pique. O parque é gigantesco! Os jogos da NBA e espetáculos da Broadway, durante a semana, costumam ser de 19h em diante. Sábado e domingo, às vezes, tem “matinê”, a partir das 14h. Veja o calendário de jogos e, se puder, compre com antecedência no TicketMaster. Os musicais estão lá todo dia. Vá ao TKTS na data que quiser e veja se há ingressos mais baratos para o mesmo dia. Ir à NY e não ver um musical não vale! Faça também o passeio de barco à noite. É bem interessante ver a cidade iluminada e, principalmente, a Estátua da Liberdade. Ah, e levem os casacos se forem no final da primavera e inverno! Pegamos dois dias com temperatura de -5C com sensação térmica de -10C. É MUITO frio, acreditem!
Fechando com uma dica de transporte em NY: compre o MetroPass de uma semana (caso fique 7 dias) por US$ 30. Ele dá viagens ilimitadas. Vale muito. O metrô roda a cidade toda e fica aberto até bem tarde. Se quiser evitar, o táxi é barato. Só é difícil de pegar vazio, mas nas principais avenidas dá para encontrar. Espero que vocês tenham gostado! Nós aproveitamos demais a cidade com este roteiro! Qualquer dúvida, só deixar um comentário aqui.